sexta-feira, 29 de março de 2013

Um, dois, três...




Se a confusão de dois já não fosse suficiente, elena agora sente. Sente a presença do três, do desequilíbrio que torna o equilíbrio possível. O suporte da balança. A base que torna a existência viável e ao mesmo tempo insignificante.

Entende que é pouco, pouco de muito. Um mundo assim não mereceria tanto, faz-se por merecer elena.

Imagine então, quando quatro forem. Digo, seis. Se forem, quando forem. Serão?

Um conflito por vez.

Descobrir-se em espírito. Alívio, conforto. Força posta no lugar certo.

Elena agora sabe, o Ela possui o Eu, que possui elena, que sente. Não possui ninguem.

...três, dois, Um

Texto: Karina Ferreira

sábado, 2 de março de 2013



Eu, elena.  Euelena. Transparecidos. Dois. Um. Opostos. Completos. Confusos. Em fusos.


Dizem, dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Brilhante, de fato!

Em suma, ocupam-se. Em tese, ocupam um ao outro.

Não ousa tomar-lhe o lugar, toma-o. conflito.

Há ao menos dois caminhos. Oposto, posto.

Estremecendo. elena sente, o Eu aqui está.  Está em quem? – em elena.  

Pensamentos soltos. Se Eu, está em Elena e Elena em eu. Não ocupam o mesmo espaço?


Confuso, tolo. Ridicularidade do Eu, querendo tornar válida sua existência, por elena.


Texto: Karina Ferreira