sábado, 29 de junho de 2013

Completo de só. Meio completo.



Lê-se: Recusa de um todo maior que a soma das partes que por metades torna Elena.





Eis que o eu, que sente a presença de Elena, não se dá ao luxo de sentir o além.  

Fazer-se metade torna-o insuficiente, ainda que possua por mero sentir , outro inteiro de si  que por si só não o completa mas o torna inteiro em partes.

Quem por mero descaso se canse ou ignore os conflitos da vida, não entenderia por meio segundo o conflito que ronda a cabeça de quem por conflitos se sustenta.

Digo- diz Elena- o sentir do além traz ao tolo dúvidas, ao sábio complemento e ao  eu conflito.

De fato o eu, não mais de Elena por tão seu, encontra complemento em quem lhe rouba tudo o que fora antes completo.
 (entenda, o “eu” do “seu” não pertencendo a Elena e nem ao eu)

Elena como sempre, sente. Sente por sentir que do eu precisa. Precisa pois alguém, por além, a suga. Elena, por imprudência, suga do eu tudo o que lhe é sugado, o mantém culpado.

O Só, por si e por outros, faz referencia ao inteiro. Torna-se o sonho de Elena, que de tão completa, deixou-se escapar.


Se o conflito fosse fácil ou passível de entendimento, não estaria aqui o Eu.   


A quem o além venha a sentir, meus sentimentos.