quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cinco vezes sentir. Seis vezes sentir-se. Sete vezes Senti-lo






Elena, como de costume sente.

Sente o sentir que as variadas sensações trazem. Digo, quando o vento bate, não se sente só o cabelo balançar, sente-se a leveza de um punhado de felicidade. Sorri Elena. Balança o eu.

Sente, pois a hipocrisia – o veneno do mundo moderno – fora deixada de lado.

 Poderia o eu escrever linhas e linhas sobre esse tal veneno sorrateiro que venda os olhos dos tais fracos pensadores.
Um viciado que se preze não reconhece seus vícios.

Sente, pois o rancor – o sustento da infelicidade – fora deixado lá no passado.

Sabe que não se sente só o cheiro, sente-se o calor que traz a alma o perfume.

Profundos são os sentidos que não se limitam a cinco. Libertos como Elena.



Sinta-se livre.



Texto: Karina Ferreira