sexta-feira, 18 de outubro de 2013

ao pesar o Infinito



Em meio a um mar impossibilidades infinitas, surge Elena. Que sabe e sente. O possível só é possível quando o permite ser possível.

Apesar de todos os pesares, por na balança e pesar os fatos não é a solução mais equilibrada.

O equilíbrio não existe por si e por sorte. Existe por fatos determinados.

De um lado o sim, do outro o não. No meio e em meio a tanto, as escolhas.

Escolher assusta. Sustentar requer escolhas.

Um circulo vicioso. Sim, não. Não, sim.

 Uma vida inteira de inteiras decisões por palavras que parecem meias, de tão curtas.

 Os efeitos sim,são duradouros, mas não permanentes.

O eu sabe, que nas decisões infinitas o crucial é se deixar levar.

Para cada não, para cada sim, existem ao menos uma quantia infinita de possibilidades.



Deixar ir, deixar vir. Levar-se só ao infinito.




sábado, 29 de junho de 2013

Completo de só. Meio completo.



Lê-se: Recusa de um todo maior que a soma das partes que por metades torna Elena.





Eis que o eu, que sente a presença de Elena, não se dá ao luxo de sentir o além.  

Fazer-se metade torna-o insuficiente, ainda que possua por mero sentir , outro inteiro de si  que por si só não o completa mas o torna inteiro em partes.

Quem por mero descaso se canse ou ignore os conflitos da vida, não entenderia por meio segundo o conflito que ronda a cabeça de quem por conflitos se sustenta.

Digo- diz Elena- o sentir do além traz ao tolo dúvidas, ao sábio complemento e ao  eu conflito.

De fato o eu, não mais de Elena por tão seu, encontra complemento em quem lhe rouba tudo o que fora antes completo.
 (entenda, o “eu” do “seu” não pertencendo a Elena e nem ao eu)

Elena como sempre, sente. Sente por sentir que do eu precisa. Precisa pois alguém, por além, a suga. Elena, por imprudência, suga do eu tudo o que lhe é sugado, o mantém culpado.

O Só, por si e por outros, faz referencia ao inteiro. Torna-se o sonho de Elena, que de tão completa, deixou-se escapar.


Se o conflito fosse fácil ou passível de entendimento, não estaria aqui o Eu.   


A quem o além venha a sentir, meus sentimentos.






quinta-feira, 9 de maio de 2013

Cinco vezes sentir. Seis vezes sentir-se. Sete vezes Senti-lo






Elena, como de costume sente.

Sente o sentir que as variadas sensações trazem. Digo, quando o vento bate, não se sente só o cabelo balançar, sente-se a leveza de um punhado de felicidade. Sorri Elena. Balança o eu.

Sente, pois a hipocrisia – o veneno do mundo moderno – fora deixada de lado.

 Poderia o eu escrever linhas e linhas sobre esse tal veneno sorrateiro que venda os olhos dos tais fracos pensadores.
Um viciado que se preze não reconhece seus vícios.

Sente, pois o rancor – o sustento da infelicidade – fora deixado lá no passado.

Sabe que não se sente só o cheiro, sente-se o calor que traz a alma o perfume.

Profundos são os sentidos que não se limitam a cinco. Libertos como Elena.



Sinta-se livre.



Texto: Karina Ferreira

sexta-feira, 29 de março de 2013

Um, dois, três...




Se a confusão de dois já não fosse suficiente, elena agora sente. Sente a presença do três, do desequilíbrio que torna o equilíbrio possível. O suporte da balança. A base que torna a existência viável e ao mesmo tempo insignificante.

Entende que é pouco, pouco de muito. Um mundo assim não mereceria tanto, faz-se por merecer elena.

Imagine então, quando quatro forem. Digo, seis. Se forem, quando forem. Serão?

Um conflito por vez.

Descobrir-se em espírito. Alívio, conforto. Força posta no lugar certo.

Elena agora sabe, o Ela possui o Eu, que possui elena, que sente. Não possui ninguem.

...três, dois, Um

Texto: Karina Ferreira

sábado, 2 de março de 2013



Eu, elena.  Euelena. Transparecidos. Dois. Um. Opostos. Completos. Confusos. Em fusos.


Dizem, dois corpos não ocupam o mesmo espaço. Brilhante, de fato!

Em suma, ocupam-se. Em tese, ocupam um ao outro.

Não ousa tomar-lhe o lugar, toma-o. conflito.

Há ao menos dois caminhos. Oposto, posto.

Estremecendo. elena sente, o Eu aqui está.  Está em quem? – em elena.  

Pensamentos soltos. Se Eu, está em Elena e Elena em eu. Não ocupam o mesmo espaço?


Confuso, tolo. Ridicularidade do Eu, querendo tornar válida sua existência, por elena.


Texto: Karina Ferreira