segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Em nota





Não sei do Eu, mas Elena anda farta de toda essa malicia que rodeia a cabeça de fracos pensadores, da tal alienação retardatária que diz que todo mundo tem que ser igual, seguir um padrão a risca!
Deveria existir um tal manual que dissesse como andar, como vestir, como agir! Se o certo é que seja certo e Elena um objeto, desejo as diretrizes, talvez assim seja mais fácil e até mais cômodo.
O Eu não se importa, já não segue regras de existência, Elena sente.


Texto: Karina Ferreira

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

Um surto

Sou o Eu antes até mesmo de Elena!






    Um Eu moldado a ser quem seja aceito...
Felizes são os loucos de Elena, que se libertam de um mundo cheio de restrições limitadas.
Por hora a felicidade assusta, isso explica o fato de loucos serem considerados tais e presos em manicômios.
   Não sou a favor de que sejam presos, no entando... os elogio por se libertarem, por libertarem o Eu em uma amplitude invejavel.
   Esses loucos... mais uma vez mostrando que tem sorte, alem da auto-libertação são presos em um mundo tão deles que vivem com deles, remédio nenhum cura louco, por que louco não tem doença! tem liberdade dentro de si... Não concorda?

Meus caros, deles sim vocês deveriam ter inveja.

em um surto, queria ser tal... experimentar ao menos uma vez qual a sensação de não ter que fazer o que esperam ou esperar que façam.

 Elena, só por hoje liberte o Eu.

Texto: Karina Ferreira

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Elevar-se



Acabei de perceber, estou em um momento de reflexão...

Isso é bom, mostra o querer que tenho de conhecer mais de mim mesma.





O fato é: “A dureza do homem é tão frágil”... Digo isso por experiência própria do “eu” , não mais de Elena, falo pela própria realidade! 

Sim, meus caros... eu posso deixar isso mais claro...

O que eu estou querendo dizer é: Quando alguém que você ama o ofende, o ódio que parte desta ofensa, parte mesmo pela ofensa ou por quem você foi ofendido?

Quando algum conhecido o rouba, o que o deixa revoltado, moído por dentro, é o fato em si, ou  quem o realizou!?

Ou ainda... quando um casamento acaba por traição, o ódio parte pelo ato, ou parte de si, pelo quem?
Vejo constantemente ao meu redor pessoas revoltadas, no entanto... O que mais as machuca não é a traição, o furto ou a ofensa, mas sim a falta, a dureza e a carência de ter por perto quem o traiu!

Digo então, que o ódio só existe de fato, onde o amor um dia tomou frente.
Digo então, que a raiva na verdade, é só o amor querendo tomar o seu lugar, o consciente impedindo e o subconsciente gritando por um pouco de espaço.


Mas que fique claro, estou falando do amor verdadeiro, aquele que como já dizia a primeira carta de São Paulo aos Coríntios
 “... é paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se ensoberbece não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade. Tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.”

Amem, meus caros... Sintam ódio se necessário, Sintam! O pior dos sentimentos só é possível através do mais puro.  



Deixe que a Elena tome conta, só por hoje...

Texto: Karina Ferreira

domingo, 16 de setembro de 2012

Limite




   



Eu, abrindo espaço para a Elena que existe em mim, confesso, tenho medo!

Medo do tempo, essa unidade limitada, que me limita juntamente com a sua definição.

   Tolos, tenho medo não da palavra, mas do que o próprio tempo causa, do que ele não me permite... O tempo traz consigo limitações, não sei ser limitada, não se pode pedir a um ser humano, há quem foi dado um mundo, um universo a se explorar, que aceite tamanha punição, quase um castigo.

E se ainda fosse apenas uma... 

O tal brinca com o seu próprio, não nos permitindo encontrar-lhe mais de uma vez, não nos permitindo voltar a ele. Digo, o tempo é outro que trai, e trai por pura maldade!
E ainda assim, se já não bastasse, tem a audácia de passar, contudo faz questão de quando passar levar, levar tudo que o ser antes limitado ama, de levar a juventude, as expectativas, as esperanças de um futuro melhor. Traz consigo as desilusões repetidas, o fim das vibrações.

No entanto, não poderia acusar somente o tempo, há quem diga que a culpa é de quem não sabe usar-lhe.

Elena minha cara, a culpa do medo é sua, que não permitiu ao Eu usar o suficiente de sua amplitude, de sua liberdade de ser sem limites o Eu... 

Ou a culpa seria do Eu por não saber usar o que lhe completa?



Tempo, que não me deixar voltar e observar, somente como espectador, de quem é a culpa...?

Arte: Gabriel Ferreira
Texto: Karina Ferreira



    Bom, hoje o Eu e Elena será uma espécie de diário, pois é disso que eu preciso, se tratará do eu... misturado com a euforia de Elena presente em mim...
                                  Vamos ao que interessa...

   Me sinto bloqueada, e ao mesmo tempo aberta a sentimentos que eu nunca imaginei que poderiam existir em tamanha proporção, jamais imaginei que a saudade tivesse tal significado...
   A saudade de sentir algo que antes sentia-se, de ver, mesmo que por alguns míseros segundos algo/ alguém, saudade da preocupação de ter por perto, ou de nunca mais ter, que seja!
Tal sentimento é traiçoeiro, e o universo faz questão de que você o sinta! Dizem que é para que você se sinta forte, que aprenda... Já eu acredito que é por pura maldade. Elena quem diga, não sendo suficiente perder alguém, perdeu tudo que a envolvia, que a dava chão,  tudo, ou parte de tudo que alimentava a sua eufórica alegria de viver .

    E eu digo a vocês agora, meus caros, repito um dia se for necessário; Cuidado com os desejos, por mais momentâneos que possam ser, algo pode “ouvi-los” e fazer questão de castigar-lhe por tal. 

Repito, o Universo é traiçoeiro... 

  Não medirá esforços para lhes mostrar o quanto estavam errados, o quanto os planos dele eram os certos... Elena quem diga... de maneira direta, e após indiretamente, tudo que lhe dava conforto foi tirado de suas mãos e jogado a um passado, que antes ela julgava infeliz, hoje é tudo que deseja!
Digo porem, que Elena aprendeu algumas coisas, como ser forte! só  que ainda não aprendeu a ser  na frente do espelho. Tal fato a machuca...

Pobre Elena...

  Hoje, na inconstância de Elena, apresentei a vocês idéias confusas, sem um ponto final adequado, mas falei sobre a vida, de um certo modo, essa não apresenta ponto final, logo escrevi de maneira correta. Aos meus olhos, claro...


Texto: Karina Ferreira

Apresentações





Vamos ao clichê , as apresentações...


Bom, eu não sou “eu” e nem a Elena existe de fato, somos pseudos... o “eu” de mim, da realidade, a Elena do paralelo, do subconsciente...juntos, somos um. 

   Quanto ao conteúdo, não sinto necessidade de determiná-lo... afinal, não penso só em elfos, amanhã posso estar refletindo sobre a teoria da relatividade ou ainda mais além.
Primeiro penso, depois escrevo e em seguida publico... por isso a construção pode ser um pouco lenta, mas fazer diferente seria um equivoco, como ir contra o natural. Não se publica um livro e em seguida o escreve, existe a necessidade de uma ordem lógica pra tudo... 

    O porquê de não eu ? Isso limitaria, convenhamos... as pessoas já possuem um conceito formado sobre as outras, os chamados rótulos, assim como cada um de vocês eu já possuo o meu rótulo social, como eu já disse isso me limita, isso te limita, soa falso... se você não pode ser tudo de você,  mostra-se pela metade, é falso! Logo, resolvi deixar a falsidade pra Elena, por enquanto, deixo a sincera realidade pro “eu”... que a Elena acompanhe os rótulos e faça jus a eles, eu quero a liberdade que o mundo real não me oferece, quero falar livremente que sinto ou que não, falar sobre o mundo, sobre tudo, nada, das experiências e afins.

Por Karina Ferreira