Acabei de perceber, estou em um momento de reflexão...
Isso é bom, mostra o querer que tenho de conhecer mais de
mim mesma.
O fato é: “A dureza do homem é tão frágil”... Digo isso por
experiência própria do “eu” , não mais de Elena, falo pela própria realidade!
Sim, meus caros... eu posso deixar isso mais claro...
O que eu estou querendo dizer é: Quando alguém que você ama
o ofende, o ódio que parte desta ofensa, parte mesmo pela ofensa ou por quem
você foi ofendido?
Quando algum conhecido o rouba, o que o deixa revoltado,
moído por dentro, é o fato em si, ou
quem o realizou!?
Ou ainda... quando um casamento acaba por traição, o ódio
parte pelo ato, ou parte de si, pelo quem?
Vejo constantemente ao meu redor pessoas revoltadas, no
entanto... O que mais as machuca não é a traição, o furto ou a ofensa, mas sim
a falta, a dureza e a carência de ter por perto quem o traiu!
Digo então, que o ódio só existe de fato, onde o amor um dia
tomou frente.
Digo então, que a raiva na verdade, é só o amor querendo
tomar o seu lugar, o consciente impedindo e o subconsciente gritando por um
pouco de espaço.
Mas que fique claro, estou falando do amor verdadeiro,
aquele que como já dizia a primeira carta de São Paulo aos Coríntios
“... é
paciente, é benigno; o Amor não é invejoso, não trata com leviandade, não se
ensoberbece não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se
irrita, não suspeita mal, não folga com a injustiça, mas folga com a verdade.
Tudo tolera, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.”
Amem, meus caros...
Sintam ódio se necessário, Sintam! O pior dos sentimentos só é possível através
do mais puro.
Deixe que a Elena
tome conta, só por hoje...
Texto: Karina Ferreira