Elena, como de costume sente.
Sente o sentir que as variadas sensações trazem. Digo,
quando o vento bate, não se sente só o cabelo balançar, sente-se a leveza de um
punhado de felicidade. Sorri Elena. Balança o eu.
Sente, pois a hipocrisia – o veneno do mundo moderno – fora deixada
de lado.
Poderia o eu escrever
linhas e linhas sobre esse tal veneno sorrateiro que venda os olhos dos tais
fracos pensadores.
Um viciado que se preze não reconhece seus vícios.
Sente, pois o rancor – o sustento da infelicidade – fora deixado
lá no passado.
Sabe que não se sente só o cheiro, sente-se o calor que traz
a alma o perfume.
Profundos são os sentidos que não se limitam a cinco.
Libertos como Elena.
Sinta-se livre.
Texto: Karina Ferreira

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