Lê-se: Recusa de um todo maior que a soma das partes que por metades torna
Elena.
Eis que o eu, que sente a presença de Elena, não se dá ao
luxo de sentir o além.
Fazer-se metade torna-o insuficiente, ainda que possua por
mero sentir , outro inteiro de si que
por si só não o completa mas o torna inteiro em partes.
Quem por mero descaso se canse ou ignore os conflitos da vida,
não entenderia por meio segundo o conflito que ronda a cabeça de quem por
conflitos se sustenta.
Digo- diz Elena- o sentir do além traz ao tolo dúvidas, ao
sábio complemento e ao eu conflito.
De fato o eu, não mais de Elena por tão seu, encontra complemento
em quem lhe rouba tudo o que fora antes completo.
(entenda, o “eu” do “seu”
não pertencendo a Elena e nem ao eu)
Elena como sempre, sente. Sente por sentir que do eu
precisa. Precisa pois alguém, por além, a suga. Elena, por imprudência, suga do
eu tudo o que lhe é sugado, o mantém culpado.
O Só, por si e por outros, faz referencia ao inteiro. Torna-se
o sonho de Elena, que de tão completa, deixou-se escapar.
Se o conflito fosse fácil ou passível de entendimento, não
estaria aqui o Eu.
A quem o além venha a sentir, meus sentimentos.

A contraditoriedade e as palavras subjetivas enriquecem o texto e ao mesmo tempo mostra uma simplicidade incomparável, Dar a personagem mais de duas faces, mas que se resume apenas em uma. Muito interessante. Há muito tempo não vejo um escrito assim!
ResponderExcluirAcho que o camarada ai em cima disse tudo que eu gostaria...kkk
ResponderExcluirMagnifica como sempre, Karirin!!